Oração Diária – 4ª-feira 25/02/2026 – Mt 6,7-15

Oração Diária – Mt 6,7-15 – Vós deveis rezar assim

ORAÇÃO DIÁRIA TERÇA-FEIRA

Oração Diária – Mt 6,7-15 – Vós deveis rezar assim

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Senhor Jesus, hoje eu escuto tua voz mansa e firme. E, olha só… tu me puxas pelo braço e me tiras do barulho. Tu me dizes: “Não faz da oração um falatório vazio.” Então eu paro. Eu respiro. Eu abaixo a guarda. Porque, no fundo, eu sei: quando eu falo demais, muitas vezes é medo disfarçado. É tentativa de controlar o que eu não controlo. É como bater na porta de Deus com pressa, como se Ele fosse surdo. E tu me corriges com carinho: o Pai não é surdo. Eu é que tô distraído.

Por isso, Pai amado, eu me aproximo de Ti como filho. Não como empregado, nem como estranho. E também não como alguém que precisa “merecer” atenção. Eu chego com o coração na mão, do jeito que dá. E eu te chamo de Pai. Essa palavra simples já quebra muita corrente. Pai… Tu não me olhas com frieza, não negocias amor e não me medes por desempenho. Tu me quer por inteiro, mesmo quando eu tô em pedaços.

Então, Pai, seja santo o teu Nome na minha vida. Não só na minha boca. Que o teu Nome não vire enfeite de domingo. Que ele brilhe na minha casa, no meu trabalho, no meu jeito de tratar quem mora comigo, no meu humor quando o dia aperta. Lava minha língua quando eu reclamo demais. Endireita meu olhar quando eu julgo rápido. E, sim, coloca reverência dentro de mim — não aquela cara fechada, mas aquela paz que faz a gente pisar leve, como quem tá em chão sagrado.

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Agora, Pai, venha o teu Reino. Não um reino de placas e propaganda, mas o teu jeito de reinar: justiça com ternura, verdade sem pancada, força sem arrogância. Planta teu Reino no meu coração como semente teimosa: pequena, escondida, mas viva. E que ele cresça no meio das minhas contas, das minhas dores, das minhas pressas. Que ele entre onde eu escondo as coisas. Onde ninguém vê. Onde eu finjo que tá tudo bem.

Assim, Pai, seja feita a tua vontade. E aqui eu tremo um pouco, porque eu gosto de mandar. Eu gosto de escolher o roteiro. Eu gosto de segurar o volante. Só que tua vontade não é uma armadilha. Ela é caminho, é remédio, é direção. Quando eu não entendo, segura minha mão. Se por acaso eu resisto, insiste com amor. No momento em que eu caio, não faz discurso: me levanta. E me dá coragem pra dizer hoje, sem teatro: “Pai, eu confio.”

Então eu te peço, com a simplicidade de quem tem fome: dá-me o pão de cada dia. Dá o pão da mesa, sim. Dá-me o trabalho honesto, as portas abertas, o sustento. Mas dá também o pão que eu não compro: paz por dentro, força pra recomeçar, luz pra decidir, paciência pra esperar. Dá saúde ao meu corpo e serenidade à minha mente. Toca quem tá doente na minha família. Alivia dores antigas. E, se a cura vier devagar, não me deixa perder a esperança no meio do caminho.

E, Pai, eu não escondo: eu trago também meus lutos. Por isso, acolhe com misericórdia meu pai falecido, minha mãe falecida, meus filhos falecidos, e todos os que eu amei e já partiram. Às vezes a saudade faz “toc-toc” no peito, do nada. Às vezes o silêncio grita. Então, Pai, coloca tua mão sobre essa ausência. Faz da lembrança uma bênção, não uma ferida aberta. E me ensina a viver com saudade sem virar prisioneiro dela.

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Agora vem a parte que pega, Pai… e eu sei. Por isso eu te peço com humildade: perdoa as minhas ofensas, assim como eu perdoo. Perdoa minhas palavras atravessadas, meus pecados escondidos, minhas intenções tortas, minhas omissões. Perdoa quando eu prometo e não cumpro. E, ao mesmo tempo, Pai, me dá um coração que não vire pedra. Porque guardar rancor é como segurar brasa na mão e achar que o outro vai se queimar. Não vai. Quem se queima sou eu.

Por isso, hoje eu decido dar um passo. Talvez pequeno, mas real. Eu solto um nome que eu venho repetindo com raiva na cabeça. Dsamarro uma conversa antiga. Eu te entrego aquela pessoa que me feriu — e também a pessoa que eu feri. E eu te peço: me dá a graça de perdoar com verdade, sem fingimento. Se eu ainda não consigo sentir, eu começo pela decisão. E tu fazes o resto, por dentro, no tempo certo.

E, Pai, como filho que conhece suas fraquezas, eu te suplico: não me deixes cair em tentação. Porque tem tentação que vem doce, com cheiro bom, fazendo “psiu-psiu” no ouvido. Ela promete alívio, mas cobra caro depois. Ela chama de “só hoje”, mas vira corrente amanhã. Então guarda meus olhos, guarda minha boca, guarda minhas escolhas escondidas. Livra-me de cair na mesma lama de sempre. E quando eu estiver fraco, me dá uma saída simples e santa: levantar e ir embora.

Por fim, Pai, livra-me do mal. Do mal que mora fora e do mal que tenta morar dentro. Livra minha casa de brigas, invejas, mentiras e vícios. Protege meus filhos, minha família, meu matrimônio, meus amigos. Livra meu trabalho de trapaças. Livra minhas finanças da desordem. E, sim, Pai, eu te entrego minhas dívidas: me dá sabedoria pra organizar, humildade pra cortar excessos, disciplina pra pagar, e coragem pra recomeçar sem vergonha. Abre caminhos honestos. Fecha portas fáceis que me levariam pro fundo.

Então, Jesus, hoje eu entendo: oração não é barulho pra convencer Deus. Oração é volta pra casa. É filho no colo do Pai. Por isso eu termino como comecei: com confiança. Eu não sei tudo. Eu não controlo tudo. Mas eu sei Quem me segura.

Pai, pega minha mão neste dia. E faz de mim alguém que viva o que reza. Amém.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.