Homilia – “…quando fizeram isso aos menores dos irmãos, foi a mim que fizeram”. Mt 25, 31-46
Homilia – “…quando fizeram isso aos menores dos irmãos, foi a mim que fizeram”. Mt 25, 31-46
Me permitam lembrar a inspiração da Campanha da Fraternidade, que nos ajudará na reflexão deste evangelho. “Na casa do Pai há muitas moradas (Jo 14,2). A casa de Deus é ampla, tem lugar para todos. É a casa da reconciliação e da justiça. Aberta para acolher quais foram expulsos de suas casas e não couberam nas casas deste mundo. Na casa de Jesus, encontrarão acolhida. Reflexo daquilo que deve ser nossa morada interior, um lugar hospitaleiro e acolhedor, a antecipação da morada eterna, o coração do Pai.
A parábola não pretende colocar medo em ninguém. Jesus faz um alerta para que nos ocupemos de modo criativo e favorável daqueles que precisam de nossa solidariedade. O que fazemos a eles, fazemos a Jesus. E o que deixamos de fazer, infelizmente, é a Jesus também. Precisamos sair da indiferença e comodismo, para viver a fraternidade.

A Palavra de Deus associa a vivência da santidade, diretamente ao cuidado dos mais fragilizados, e o Documento de Aparecida apresenta e traduz as tradicionais “Obras de Misericórdia”, mostrando o compromisso com a dignidade humana, a defesa incondicional da vida, promoção do bem comum, justa distribuição de renda, inclusão social, defesa dos direitos humanos, acesso à saúde, educação e aos bens culturais, salário justo e segurança alimentar, moradia digna (DA 358-359).
O Papa Francisco lembrou numa reflexão do evangelho de hoje: “Se andarmos à procura da santidade que agrada a Deus, encontraremos aqui o critério com o qual seremos julgados: ‘estava com fome e me deram de comer…’. Afirma que ser santo não significa revirar os olhos num suposto êxtase”. Lembrando São João Paulo II, devemos saber ver Cristo “sobretudo no rosto daqueles com quem Ele mesmo quis se identificar”.
No decorrer da vida, temos uma pergunta para responder. A pergunta é simples: O que fizemos de bom aos irmãos necessitados? Bom será ouvir de Jesus que, o que fizemos aos outros, foi a Ele que fizemos. E triste será, se nada fizermos. Como tenho respondido a este chamado à santidade? “Amarás o próximo como a ti mesmo…”
Rezemos
Senhor, mova-me à solidariedade e que eu tenha um coração acolhedor e misericordioso.
O Senhor nos abençoe e guarde.

