Homilia – “Os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”. Mc 7, 24-30

Homilia – “Os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”. Mc 7, 24-30

Homilia – “Os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam cair”. Mc 7, 24-30

O rei Salomão na sua velhice afastou-se de Deus e praticou a idolatria. Prestou culto a ídolos estrangeiros, construiu templos e altares para deuses pagãos. Foi infiel aos mandamentos e deixou de acreditar no Senhor.

Jesus quer descansar e busca uma região estrangeira. Foi acolhido por uma família do lugar, e ali já era conhecido. Sem preconceito de religião ou raça, rompeu um tabu judaico que impedia os judeus de relacionarem-se com outros povos. Pois, todos os povos são iguais.

Uma mulher cananeia; humilde, forte e sofrida vem conversar com Jesus e ajoelha-se diante d’Ele, colocando o destino de sua filha em suas mãos e suplica que “expulse de sua filha o demônio”, (segundo a crença da época uma doença desconhecida). A prece daquela mãe recheada de lágrimas, tocou o coração misericordioso de Jesus. Ela pede uma migalha da graça de Deus para sua filha.

Quaresma 2026

Onde Jesus é aceito, a libertação acontece!

Aquela mulher humilde e fervorosa carrega uma fé elogiada. Atitude que contrasta com as autoridades judaicas, os conterrâneos e até os seus familiares. O Evangelho não encontrou boa acolhida entre os seus, mas encontrou aceitação entre os estrangeiros.

Ela se curvou diante de Jesus, suas palavras correspondiam ao que trazia em seu coração, nela não havia falsidade. A verdade de suas palavras e a sinceridade de sua fé que buscou a ação do Senhor, fez o demônio sair de sua filha.

A ação de Jesus que cura a menina diminui a distância entre os povos. Não precisou que uns se saciassem primeiro e depois os outros; todos podem saciar-se ao mesmo tempo, basta que haja disposição para partilhar.

Onde Jesus é aceito, a libertação acontece! Devemos aprender que não podemos julgar as pessoas a partir do que vemos ou pensamos. Deus vê diferente, porque olha para o coração. O exemplo já temos, vamos aprender a ser menos intolerantes e mais acolhedores. A comunidade cristã tem uma vocação de ser uma “comunidade em diálogo” com o mundo, com as religiões e com todos.

Rezemos

Senhor, dê a todos nós, um coração sem preconceitos para sempre fazer o bem. Ensina-nos a ver com o coração.

O Senhor nos abençoe e guarde.