Homilia – “Jesus jejuou durante quarenta dias e foi tentado”. Mt 4, 1-11

Homilia – “Jesus jejuou durante quarenta dias e foi tentado”. Mt 4, 1-11

Homilia – “Jesus jejuou durante quarenta dias e foi tentado”. Mt 4, 1-11

A Quaresma é um caminho de discernimento e mudança, rumo à vida nova da Páscoa. Com a ajuda das práticas quaresmais: o jejum, a oração e a caridade; ordenamos nossa vida com o Projeto de Jesus, o seu Reino, adotando um estilo mais simples, sem vaidades e ambições; fazendo com que todo o nosso ser se volte para Deus e nos deixemos conduzir por Ele e sua Palavra; e a vencer o comodismo, ativando em nós as atitudes de compaixão e solidariedade, passando da indiferença à responsabilidade do cuidado do outro, sobretudo, dos mais pobres e excluídos.

Jesus venceu as “forças que desumanizam”: o “pão do ego”, o “poder autocentrado” e a “vaidade estéril”. O tentador apresentou seu projeto sedutor, tentando convencer Jesus de que o centro de sua vida deveria ser colocado no poder, na vida fácil, na fama, nas posses… submetendo a sua decisão entre a “maneira de pensar de Deus” e a “maneira humana”.

Conduzidos pelo Espírito, ele carrega um coração totalmente integrado com o Pai e não se deixa levar pelas aparências enganosas. Sempre soube que o poder, a riqueza e o prestígio não eram “meios” para realizar a vontade do Pai. Escolhe o caminho do esvaziamento de si, da pobreza e do compromisso solidário com aqueles que mais precisam dele, os pobres e sofredores.

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Veio morar entre nós

O tempo quaresmal quer nos sacudir, desmascarar nossas falsas seguranças; as seduções do diabo. É preciso retomar nossa “casa interior”, o nosso coração, para esvaziá-lo de todo desejo de poder, vaidade, prestígios e de ídolos. Ter a coragem de organizá-lo para amar e servir. O Senhor que “veio morar entre nós”, quer fazer nele a sua morada. Ele é o Senhor da nossa vida, e só a ele serviremos.

A liturgia do Primeiro Domingo da Quaresma coloca diante de nós duas tendências que estão em nosso interior: uma de abertura do coração na direção dos outros e de Deus, numa atitude de amor e serviço; a outra é de fechamento, autocentramento, resistência e medo, numa atitude de egoísmo, comodismo e indiferença. A pergunta é: qual dessas tendências alimentamos? Afinal, a tendência que alimentamos é a que vive dentro do nosso coração. E revela a quem servimos!

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Rezemos

Senhor, que a sua resistência e fidelidade diante das tentações, sejam a inspiração para minha preparação quaresmal.

O Senhor nos abençoe e guarde.