Homilia – “Eu sou a Ressurreição e a vida”. Jo 11, 1-45

Homilia – “Eu sou a Ressurreição e a vida”. Jo 11, 1-45
A leitura do profeta Ezequiel faz parte da cena dos ossos ressequidos, que mostra a situação de Israel no exílio da Babilônia. Quando já não tinham mais esperança, O Espírito de Deus sopra sobre eles e a recria no coração do povo: “Porei em vocês o meu Espírito para que vivam”.
O Espírito de Deus nos leva a passar da vida “segundo a carne” para a vida “segundo o Espírito”. Força que vem de Deus e anima cada um de nós. A partir do Batismo somos novas criaturas pertencentes ao Cristo Ressuscitado: “Se morremos com Ele, com Ele viveremos” (Rm 6,8), pois Ele é a fonte de nossa esperança.
Jesus gostava de hospedar-se na pequena comunidade de Betânia (casa do pobre), onde Marta desempenhava um papel importante, é aquela que cuida e deixar tudo pronto. É a servidora, foi alertada sobre o cuidado do ativismo sobre a vida de oração. O equilíbrio se faz necessário, são os dois lados de uma mesma moeda.

Tu és o Cristo
Ela é que faz a profissão de fé em Jesus: “eu creio que Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, o que torna a nossa vida mais autêntica. O diálogo estabelecido com as duas irmãs, envolvidas no luto e na dor, aponta para certeza da fé: Jesus como Ressurreição e vida.
A palavra de Jesus é um grito de vida: “Lázaro vem para fora”. Nosso lugar não é viver enterrado num sepulcro escuro, de medo, incertezas e angustias. Jesus nos chama para fora, dá vida. Vida que vence a morte. E convida a desatar o que está amarrado: “Desamarrem e deixem que ele ande”. A morte está a nossa volta: o apelo do Senhor é para desatar o mal que ela provoca.
Numa tarde triste no início da Pandemia, o Papa Francisco rezou solitário na Praça de São Pedro e lembrou: “é preciso ativar nossa confiança, nossa solidariedade e encher-se de esperança. Não vamos naufragar! Na cruz fomos salvos! Ele ressuscitou e vive ao nosso lado! Não apaguemos a esperança em nosso coração e nos abençoou”.

Não podemos esquecer: somos amados por Deus. Jesus continua gritando ao mundo preso no emaranhado dos sepulcros: “Vem para fora!”. Vamos sair do egoísmo e caminhar livres na direção do amor, do respeito, da solidariedade e ver os irmãos estendendo as mãos para servir e o coração para acolher.
Rezemos
Senhor, que a contemplação do gesto da Ressureição de Lázaro me faça compreender o seu amor misericordioso por nós.
O Senhor nos abençoe e guarde!


