Homilia – “Eles falam, mas não praticam “. Mt 23, 1-12

Homilia – “Eles falam, mas não praticam “. Mt 23, 1-12

Homilia – “Eles falam, mas não praticam “. Mt 23, 1-12

O profeta Isaías faz um apelo às lideranças para voltarem o coração para Deus, aprenderem a fazer o bem e abandonarem o mal. Jesus lembra que a hipocrisia e a dureza do coração tornam a religião um peso, quando deveria ser um compromisso com o Reino e a sua justiça.

Jesus mostra a necessidade de cada um ocupar o seu espaço sem extrapolar suas competências. Denuncia a incoerência das lideranças religiosas, que vivem uma distância entre aquilo que falam e o que praticam. Gostam dos lugares de destaque nas comunidades, nas praças e nos banquetes.

São pessoas apegadas à riqueza, às honras e ao poder, e nessa dinâmica acabam se perdendo. É uma triste realidade que revela até onde chega a escravidão e a desordem que roubam a dedicação, o afeto e o tempo; substituídos pelos vícios e dependências que devem ser corrigidos com oração, empenho e paciência.

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O processo de ruptura é trabalhoso, fruto do aprendizado em fazer o bem a si e aos demais, procurando o direito e corrigindo aquilo que oprime. Uma vida simples e dedicada ao serviço faz mais sentido.

É importante reconhecer com coragem e ousadia os nossos limites e a consciência de nossas fragilidades. São condições indispensáveis para abrir espaço à ação de Deus em nossa vida e em nossos afetos. Sem perder-se nas seduções das “roupas de longas franjas, nos lugares de honra e no gostar de serem cumprimentados”. Mas, não gostam de servir e ter o “cheiro das ovelhas”.

A autoridade para interpretar as Escrituras está no serviço aos órfãos e viúvas (Is 1, 17). E não nas aparências de um discurso que traz na ponta da língua o discurso religioso em nome de Deus. Nada de ensinar uma coisa e viver outra. Devemos seguir o caminho do Evangelho e do Reino.

Rezemos

Senhor, que eu seja coerente, minha vida siga o caminho do testemunho e do serviço ao Reino.

O Senhor nos abençoe e guarde.