Homilia diária — Missa de 5ª-feira, 05/02/26 — Santa Águeda

Homilia diária — Missa de 5ª-feira, 05/02/26 — Santa Águeda

Homilia diária — Missa de 5ª-feira, 05/02/26Santa Águeda

Queridos irmãos, hoje a Igreja nos convida a olhar para a vida de Santa Águeda, uma jovem mulher cuja fé atravessou o tempo como fogo que não se apaga.

Ao celebrarmos sua memória, somos chamados, desde já, a sair de uma devoção superficial e entrar numa fé que se decide no concreto da vida, no corpo, na história e nas escolhas diárias.

Antes de tudo, Santa Águeda nos lembra que a santidade não depende da idade, da força física ou do poder humano. Pelo contrário, ela mostra que Deus age com especial liberdade na fraqueza assumida com amor.

Ainda jovem, vivendo num tempo em que a fé cristã custava caro, Águeda escolheu pertencer a Cristo com o corpo e com o coração. Essa escolha não ficou no discurso. Ela se tornou carne, sofrimento e fidelidade.

Além disso, a vida de Águeda revela uma verdade que muitas vezes evitamos encarar: seguir Cristo implica conflito. Ela enfrentou a violência, a humilhação e a dor sem negociar a própria consciência.

Enquanto o mundo tentava dobrá-la pela força, ela permaneceu firme pela fé. Não reagiu com ódio, nem buscou vingança. Em vez disso, ofereceu a própria vida como testemunho silencioso de que Deus vale mais do que qualquer segurança passageira.

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Coragem para permanecer de pé

Nesse caminho, Santa Águeda ensina que o corpo não é moeda de troca, mas lugar sagrado. Ao defender sua dignidade, ela proclamou, com a própria vida, que o ser humano não pertence ao poder, ao desejo ou à opressão, mas a Deus. Em tempos como os nossos, nos quais o corpo tantas vezes vira objeto, consumo ou espetáculo, o testemunho de Águeda soa como um grito claro e necessário.

Ao mesmo tempo, sua fidelidade nos provoca uma pergunta inevitável: o que temos defendido com a mesma firmeza? Muitas vezes cedemos por muito menos. Cedemos por conforto, por medo, por aceitação, por silêncio conveniente. Diante disso, Santa Águeda não nos acusa, mas nos chama. Ela aponta um caminho mais alto, onde a fé não se adapta ao mundo, mas transforma o mundo a partir da verdade.

Por fim, ao celebrarmos Santa Águeda, somos convidados a pedir uma graça concreta: coragem interior. Coragem para dizer sim a Deus quando isso custa; para proteger a própria dignidade e a do outro. Especialmente, coragem para permanecer em pé quando tudo convida a ceder.

Que o exemplo dessa santa mártir nos ensine a amar Cristo sem reservas e a viver uma fé que não se esconde, não se vende e não se cala.

Santa Águeda, intercedei por nós. Amém.