Homilia diária — Missa de 4ª-feira, 21/01/26 — Santa Inês

Homilia diária — Missa de 4ª-feira, 21/01/26 — Santa Inês
Hoje celebramos Santa Inês, uma jovem que falou mais alto com a vida do que muitos falam com discursos longos. Embora tivesse pouca idade, ela carregou uma fé firme, limpa e sem medo.
Em um tempo em que a força mandava e a fé custava caro, Inês escolheu Cristo com liberdade e coragem. Desde o início, sua história nos provoca, porque mostra que a santidade não depende do tempo vivido, mas da intensidade do amor.
Além disso, o nome Inês lembra pureza, mas não uma pureza frágil ou ingênua. Pelo contrário, sua pureza nasceu de uma decisão forte. Ela não fugiu do mundo, mas enfrentou o mundo com o coração inteiro em Deus.
Enquanto muitos negociavam a própria fé para sobreviver, Inês entregou tudo para não perder aquilo que considerava essencial. Dessa forma, ela nos ensina que a fidelidade a Cristo sempre pede escolhas claras.
Por isso, quando tentaram dobrar sua vontade com ameaças e promessas, Inês não recuou. Ela sabia a quem pertencia. O corpo podia sofrer, mas a alma permanecia livre. Nesse ponto, sua vida se transforma em sinal para nós, porque revela uma verdade dura e libertadora ao mesmo tempo: quem se entrega a Cristo não perde nada, mas encontra tudo. Mesmo na dor, ela manteve a alegria serena de quem confia.


A quem pertence o teu coração?
Ao mesmo tempo, Santa Inês nos ajuda a entender que o martírio não começa no sangue, mas no coração. Antes de enfrentar a morte, ela já tinha morrido para o egoísmo, para o medo e para a necessidade de agradar aos outros.
Assim, cada pequeno “não” que ela disse ao pecado preparou o grande “sim” que ela disse a Deus. A santidade dela cresceu no escondido, como raiz forte que sustenta a árvore na tempestade.
Diante disso, a Igreja nos apresenta Inês não como alguém distante, mas como espelho. Ela nos pergunta, sem acusar: a quem pertence o teu coração? Em que momento você tem trocado a verdade por conforto? Em que situações você tem calado a fé para evitar conflito? A vida dessa jovem santa desmonta nossas desculpas e reacende o desejo de viver com mais inteireza.
Por fim, Santa Inês nos recorda que a força cristã não nasce da agressividade, mas da mansidão firme. Ela não venceu pelo grito e não impôs, testemunhou. Não odiou, permaneceu fiel.
Que hoje, ao lembrarmos sua memória, aprendamos a viver uma fé sem divisões, um amor sem reservas e uma entrega sem medo. Que Santa Inês interceda por nós, para que também saibamos escolher Cristo todos os dias, com coragem, simplicidade e verdade.
Amém.
